Cuidados com cachorros e gatos no verão

13/12/2018
por Renata Brunelli
Cuidados com cachorros e gatos no verão

Verão, sol, calor, muuuito calor. E não é só a gente que se incomoda com as altas temperaturas: os termômetros começam a subir e nossos pets ficam ofegantes, abatidos e mal-humorados. Para amenizar o sofrimento deles, e o seu, já que nenhum tutor gosta de ver seu cão ou gato passando mal, preparamos algumas dicas para ajudar seu amigo a enfrentar a estação mais quente do ano! 

Fique atento aos sinais de calor

É preciso saber identificar quando o animal está com muito calor: a boca fica aberta, a respiração ofegante e ele procura se deitar no piso frio com as patas traseiras abertas. Uma dica para amenizar o desconforto é molhar as patinhas do seu pet. Alguns cães colocam as patas dentro do potinho de água, mas, caso o seu não faça isso, você pode dar uma mãozinha. 

Cães de focinho achatado sofrem mais 

Se você tem Boxer, Buldogue, Pug ou outro cachorro de focinho achatado, redobre a atenção. Isso porque cães nesse perfil sofrem de síndrome braquicefálica, já que as traqueias são menores do que o normal. Cães com essas características, quando expostos a calor intenso, podem até morrer. O problema é tão grave que algumas companhias aéreas se recusam a transportar esses animais. 

Não deixe seu bichinho no carro 

Muito cuidado na hora de viajar com seu animal. Em trajetos de média ou longa distância, procure investir em telas de janela, que protegem contra os raios de sol. Faça paradas com frequência para dar água fresca a ele. E nunca deixe seu cachorro ou gato preso no carro, mesmo se os vidros ficarem abertos. O veículo superaquece rapidamente e os animais tendem a passar mal. 

Animais de pelo escuro sofrem mais

Sabe quando usamos uma roupa escura e sentimos mais calor do que quando estamos com roupas claras? Com os animais é a mesma coisa. Os que tem pelagem escura sofrem mais, e os que tem pelos brancos, no entanto, estão mais expostos aos raios solares e, consequentemente, ao câncer de pele (sim, animais também podem contrair a doença). O ideal é passar protetor solar próprio para cães e gatos, com atenção especial para o nariz e as orelhas, que estão mais expostos. 

Raças de inverno precisam de refresco 

Raças adaptadas ao inverno, como o Husky Siberiano, o Malamute do Alaska e o Bernese, por exemplo, podem precisar de ar-condicionado ou ventilador para suportar o verão brasileiro. Esse hábito não é questão de tratar o peludo como gente, mas sim de respeitar a temperatura que o animal consegue suportar.

Não passear nos horários de sol quente

Os melhores horários para passear com cães são aqueles em que o sol está mais fraco, como antes das 10 horas da manhã ou depois das 16h. Também é preferível trocar o asfalto pela grama, pois o chão quente pode causar lesões nas patas. 

Uma dica básica, mas que vale reforçar: tose os animais ainda no começo do verão, isso os ajudará a suportar com mais tranquilidade as altas temperaturas.

Bom verão com muita sombra e água fresca para você e seu pet!


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