Raiva canina

02/03/2020
por Renata Brunelli
Raiva canina

A raiva canina é uma zoonose grave e fatal que pode ser transmitida através da mordida ou arranhadura do animal. A melhor forma de prevenção é a vacina. Cumprir corretamente o calendário de vacinação é um ato de amor e proteção em relação ao cachorro e a todos que convivem com ele.

A doença entra em contato primeiro com o sistema nervoso periférico, a partir do local da mordida (na perna ou braço, por exemplo). O vírus então começa a se multiplicar até atingir o sistema nervoso central. A partir daí ele se instala também nas glândulas salivares dos animais contaminados e pode ser transmitido a outros pets ou a seres humanos. Acredite: humanos também podem contrair a doença.

Os principais sintomas, que começam após o período de incubação, são irritabilidade, desorientação e agressividade, e vão se tornando progressivamente mais graves. O vírus não está presente somente em animais domésticos, mas os silvestres, como morcegos, guaxinins e afins também podem transmiti-lo. Aliás, os animais silvestres são a principal fonte de contaminação dos animais domésticos. Isso porque a raiva só passa de mamífero para mamífero. Logo, animais fora desse contexto, como peixes, répteis e aves não contraem a doença.

Sintomas

Os sintomas da raiva canina aparecem lenta e progressivamente, mas são inevitavelmente fatais. É uma doença que afeta o sistema nervoso central, ou seja, um importante canal de comandos do organismo. Assim, o animal contaminado, aos poucos vai perdendo domínio de sua capacidade de resistência física e psíquica, tornando-se abatido, irritadiço, agressivo e descoordenado em todos os sentidos.

Muitas vezes a raiva canina é associada à imagem de um cachorro babando. A relação tem fundamento: os nervos responsáveis pelo movimento de engolir são afetados pela doença, fazendo com que o pet babe mais do que o normal.

Causas

A transmissão da raiva canina ocorre pela mordida ou arranhadura. O vírus fica na saliva do animal infectado, que pode ser um outro cachorro, um gato ou até mesmo um animal silvestre.

Não há muito o que fazer para proteger seu cachorro além de vaciná-lo corretamente e ficar de olho, caso ele entre em contato com animais silvestres. O pet deve ser vacinado pela primeira vez aos quatro meses de idade e, depois, anualmente.

Diagnóstico

O diagnóstico da raiva canina só pode ser feito após a morte do animal. Isso acontece porque são necessárias amostras do cérebro para realizar exames laboratoriais para, então, ter certeza. No entanto, é possível suspeitar da contaminação por raiva, com o suporte de exames clínicos.

O animal infectado pode apresentar dois tipos de raiva: a forma Furiosa e a forma Paralítica (ou forma Muda). Os cães, animais carnívoros, costumam apresentar a forma Furiosa, enquanto animais herbívoros (como vacas e cavalos) em geral apresentam a forma Paralítica.

Como prevenir a raiva canina

A melhor forma de prevenção é a vacinação. A doença é letal e somente a vacina pode proteger seu melhor amigo.

Além disso, se o tutor residir em fazendas ou chácaras, o ideal é manter sempre a vigilância com relação a possíveis animais silvestres rondando os locais onde animais e humanos vivem e convivem. Animais silvestres com a doença podem ficar desorientados (um dos sintomas), tornando-se alvos fáceis (um gato que caça morcegos, por exemplo). Caso algum pet apresente comportamento suspeito, é preciso acionar a Polícia Ambiental e não tocar no animal com suspeita de raiva. A vacina antirrábica já está inclusa em todos os planos de saúde Meu Pet Protegido.


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